Gurdjieff em 1947
Consolidação do legado de um mestre espiritual

Em 1922 Gurdjieff instala-se no Castelo de Prieuré-Avon, para estabelecer neste local, em larga escala, o seu Instituto Para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem.
No ano seguinte, em Paris, faz a primeira apresentação pública de seu ensinamento. Em seguida, faz outras em Nova York, Boston, Filadélfia e Chicago.

Durante os dez anos seguintes escreve sua série de livros Do Todo e de Tudo, na qual nos transmite suas idéias e termina de compor, com a ajuda de Thomas de Hartmann, sua extensa obra musical, até hoje utilizada nos Grupos ao redor do mundo. Sobre a música dele, Hartmann escreve:
´A música de Gurdjieff é muito variada. A mais comovente é aquela que ele se lembra de ter ouvido, durante suas viagens na Ásia, em templos pouco conhecidos. Ouvindo essa música, somos tocados até o fundo do Ser.´

Depois, até o fim de sua vida, Gurdjieff voltou toda a sua atividade para um trabalho intensivo com seus alunos, notadamente os de Paris, durante a Segunda Guerra Mundial, e, em seguida, com todos os que tinham vindo do mundo inteiro encontrá-lo na França. Morreu em Paris no dia 29 de outubro de 1949.

Abaixo algumas frases relativas ao Ensinamento:

‘Junte a compreensão do Oriente e o saber do Ocidente – e, em seguida, busque.’

´É muito importante encontrar nossa verdadeira vocação na vida. Somente assim se pode realizar o próprio destino.´

´Gurdjieff não está mais entre nós, mas seu Trabalho conosco continua, enquanto não nos esquecermos de suas palavras: Lembrem-se do motivo por que vieram à Terra.’

‘Sei que não é fácil reconhecer que estamos ouvindo coisas novas. Estamos de tal maneira habituados às velhas cantigas, aos velhos refrões, que há muito deixamos de esperar, deixamos até de crer que possa existir alguma coisa nova.’

‘Não posso assegurar que, desde o início, encontrarão aqui idéias novas, isto é, idéias das quais nunca tenham ouvido falar. Mas, se tiverem paciência, não tardarão a notá-las, e desejo-lhes, então, que não as deixem escapar.’

‘Nossa idéia fundamental é a de que o homem, tal qual o conhecemos, não é um ser acabado.’

‘A evolução do homem significará o desenvolvimento de certas qualidades e características interiores que habitualmente permanecem embrionárias e que não podem se desenvolver por si mesmas.’

‘Devemos partir da idéia de que sem esforços a evolução é impossível e de que, sem ajuda, é igualmente impossível.’

‘No caminho da evolução o homem deve tornar-se um ser diferente... adquirir numerosas qualidades novas e poderes que antes não possuía.’

‘Um grupo é o começo de tudo. Um homem só não pode fazer nada, nada pode atingir. Um grupo realmente dirigido pode fazer muito. Tem pelo menos a oportunidade de chegar a resultados que um homem sozinho nunca seria capaz de obter.’’