O músico T. de Hartmann e o filósofo P. D. Ouspensky, dois de seus primeiros discípulos
Trazendo o Ensinamento para o Ocidente

Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, Gurdjieff estava de volta a São Petersburgo e Moscou, onde começou a reunir alunos à sua volta. Durante a Revolução, continuou seu trabalho; partiu para Essentuki, no Cáucaso, com um pequeno grupo de discípulos, que o seguiu depois até Tíflis e, em seguida, a Constantinopla, Berlim e Londres.

Abaixo o relato de alguns de seus alunos nesse período:

‘A Rússia de l9l7 estava dilacerada pela guerra e pela revolução. Gurdjieff era um desconhecido, um mistério. Ninguém conhecia suas origens, ou por que viera a Moscou. Mas quem entrasse em contato com ele, queria segui-lo. Foi o que meu marido fez, e eu também.’

‘Gurdjieff queria – e talvez essa fosse a sua mais alta vocação – despertar o homem comum para esse algo em si mesmo, de que ainda não tem consciência. Como o fazia, só podemos compreender através do seu trabalho.’

‘...só quando nos damos conta de que a vida não nos está levando a parte alguma é que ela começa a ter sentido.’

‘Já reconhecera então, como fato inegável, que, para além da fina película de falsa realidade, existia outra realidade de que, por alguma razão, algo nos separava.’

‘Ele nos pedia que nos lembrássemos sempre de que nosso objetivo era despertar e de que tínhamos ido até ele por essa única razão.’